Segundo Capítulo

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Segundo Capítulo

Mensagem por Admin em Sab Maio 23, 2015 12:46 am

Cena 01 – CASA DA FAMÍLIA DE SIMONE, Barra da Tijuca
No amanhecer do outro dia, Simone levanta e ouve um barulho vindo da cozinha, e fica assustada com a cena que vê ao chegar lá.
 
SIMONE (horrorizada) – Ludicléia?
 
Simone depara com a empregada devorando o lixo caseiro, e comendo comidas que foram jogadas fora.
 
SIMONE – O que você está fazendo aí?
LUDICLÉIA – Desculpe senhora (envergonhada)
SIMONE – Você não me respondeu.
LUDICLÉIA – É porque estou com um pouco de fome.
SIMONE – Mas, olha! A cozinha está cheia de comida.
LUDICLÉIA – Não posso comer a comida de vocês.
SIMONE – Claro que pode. Você é da família.
 
Carlos Eduardo chega de surpresa.
 
CARLOS EDUARDO – O que está acontecendo aqui?
SIMONE – A Ludicléia estava comendo restos no lixo. Você não à alimenta não?
CARLOS EDUARDO – Claro que alimento. Cadê as comidas de sua geladeira, Ludicléia?
 
Ela fica sem responder. Então Simone vai e abre a geladeirinha reservada para ela aos fundos da casa e não vê nada.
 
CARLOS EDUARDO – Já comeu tudo? Por isso que tá assim, quase obesa.
SIMONE – Pai (chamando a atenção)
LUDICLÉIA – Desculpe, senhor. Prometo que não acontecerá mais.
CARLOS EDUARDO – Assim espero. Simone, pode ir embora. Tome, Ludicléia, 10 reais. Compre alguns pães para você.
LUDICLÉIA – Se...sério?
CARLOS EDUARDO – Sim.
SIMONE – Está tudo bem agora? Vou indo pai, beijos. Vamos Ludicléia, eu te acompanho.
 
Ludicléia e Simone saem juntos. Enquanto isso Carlos Eduardo espera sentado pela volta de Ludicléia na cozinha.
 
Cena 02 – CAMPO DE FUTEBOL, Morro do Alemão.
Fernando, Luiz e Roberto chegam ao campinho.
 
FERNANDO – E ae, rapaziada
LUIZ – Oi mano
ROBERTO – Olá.
 
Havia lá crianças jogando futebol.
 
CRIANÇA – E ai, tio. Quer jogar com a gente?
FERNANDO – Eu?
CRIANÇA – Sim, ou está com medo?
FERNANDO – Desafio aceito.
 
Enquanto Fernando vai jogar com a criançada, Luiz e Roberto planejam algo para fazer a noite. Tempos depois...
 
LUIZ – Ótima ideia.
 
Fernando chega na conversa.
 
FERNANDO – O que estavam falando ai?
LUIZ – Tivemos uma ideia para fazer hoje a noite.
FERNANDO – Qual?
 
Luiz e Roberto explicam o plano para Fernando.
 
FERNANDO (rindo) – Adorei a ideia.
 
Cena 02 – CASA DE RENATA, Barra da Tijuca.
Campainha toca.
 
RENATA (atendendo) – Simone. (surpresa)
SIMONE – Oi amiga, que saudades.
RENATA – Entre.
 
RENATA – Desculpe por não ter entrado em contato, sabe? Minha mãe piorou muito.
SIMONE – Ah, desculpe por vir. Quer que volte outra hora?
RENATA – Não, não. Fique! O que veio falar comigo?
SIMONE – Eu tenho um projeto pra fazer, e preciso de sua ajuda?
RENATA – Disserte.
SIMONE – Então, é um projeto em prol a crianças carentes do Morro do Alemão. Seria uma ONG.
RENATA – Adorei a ideia.
SIMONE – Então, estava vendo e achei um lugar com um bom tamanho no centro do morro do Alemão que está à venda. Com minhas economias acho que consigo o lugar.
RENATA – Eu posso ajudar também.
SIMONE – Não! Seu foco é na sua mãe que está doente. Vamos, vou te levar ao local.
RENATA – Não posso deixar minha mãe sozinha aqui.
SIMONE – Ah, então vou sozinha hoje. Outro dia te levo junto.
 
Elenisce, mãe de Renata acorda.
 
ELENISCE (gritando do quarto) – Renata? Pedro?
SIMONE – Ai, a sua mãe acordou. Vai lá amiga, qualquer coisa me liga. Melhoras para ela.
RENATA – Obrigada. Faz o que é o certo e terá meu apoio.
ELENISCE – Alguém?
RENATA – Calma mãe. Já estou indo.
 
Quando Simone sai cruza com Pedro, e ambos se olham com cara de desprezo.
 
RENATA – Onde você estava, menino?
PEDRO – Não te interessa. O que tem pra comer?
RENATA – Sua mãe está muito mal e você passando o dia fora.
PEDRO (pouco se importando) – Pelo jeito nada.
 
Pedro sai de novo.
 
RENATA – Ei, aonde você vai?
 
Renata não obtém resposta, e vai ajudar sua mãe.
 
ELENISCE – Filha, Pedro estava ai?
RENATA – Sim, mãe.
ELENISCE – E cadê ele?
RENATA – Saiu de novo. É um caso perdido.
ELENISCE – Não fala assim dele, filha.
RENATA – Desculpa. Está melhor?
ELENISCE – Ah, só com um pouco de dor de cabeça.
RENATA – Seus exames saem semana que vem.
ELENISCE – Sim. Espero que esteja tudo certo.
 
Cena 03 – CARRO DE SIMONE, Morro do Alemão.
 
SIMONE – Meu Deus, quanta gente.
 
Alguns homens param Simone.
 
HOMENS – E ai, moça. Vem dançar com a gente.
SIMONE (com um sorrissinho) – Ah, agora não vai dar não. Estou aqui a serviço, um dia vocês vão entender.
HOMENS – A senhora é cheia da grana, né?
SIMONE – Hahaha, dinheiro não me importe.
 
Simone acelera o carro e sai alegremente pelo morro.
 
SIMONE – Que paraíso.
 
Ao começar a se afastar de uma parte mais cheia, Simone quase atropela três rapazes. Era Fernando, Luiz e Roberto.
 
SIMONE – Ei, vocês ai. Não olham para o lado não?
FERNANDO – Você que não sabe dirigir madame...
 
Fernando começa a encarar Simone.
 
SIMONE – Ah, me poupe. Agora preciso ir com licença.
 
Enquanto Simone se afasta, Fernando fica olhando para seu carro indo até sumir no horizonte.
 
LUIZ – Hmmmm, senti um clima ai.
ROBERTO – Tem alguém apaixonadinho.
FERNANDO – Menos vocês dois. Vamos lá porque temos uma noite longa.
 
Cena 04 – PRÉDIO ABANDONADO À VENDA, Morro do Alemão.

 
SIMONE – Finalmente chegamos.
 
Um homem à esperava em frente ao prédio.
 
SIMONE – Olá, senhor Frederico?
FREDERICO – Olá senhora.
SIMONE – Então é esse o prédio que está à venda?
FREDERICO – Sim. 300 mil.
SIMONE – Um ótimo valor, com umas reforminhas e fica em perfeito estado.
FREDERICO – E então?
SIMONE – Amanhã te dou a resposta. Preciso ver com meus pais e ver se eles aprovaram o projeto.
FREDERICO – Então tá certo. Você tem meu número, qualquer coisa me ligue.
 
Cena 05 – RUA POUCO MOVIMENTADA, Morro do Alemão.
Enquanto passava uma mulher com suas duas crianças na rua.
 
FERNANDO – Chegou a hora.
LUIZ – Sim. Vamos lá.
 
Fernando vai por trás da mulher.
 
FERNANDO – Ei Ei Ei Ei Ei, parando ai.
MULHER – Ai moço, que você quer?
FERNANDO – E ai amigos?
LUIZ – Que crianças fofas.
ROBERTO – Seria uma pena se...
MULHER (puxando eles pelos braços) – Não faça nada com eles, por favor. Olhe, fique com todo meu dinheiro (entregando a carteira para o trio).
 
Fernando, Luiz e Roberto começam a cair na gargalhada.
 
FERNANDO – Nós não queremos nada não.
LUIZ – Estamos zoando.
MULHER – Que brincadeira sem graça. Crescem.
FERNANDO – Não precisa ser tão mal humorada assim.
 
A mulher então sai andando com seus dois filhos furiosa com o trio.
 
FERNANDO – Que mulher chata.
Então eles observam um carro vindo, colocam o capus e vão em direção a ele, e dentro dele havia...
 
SIMONE – Quem são aqueles caras ali?
FERNANDO – Parô parô parô porque agora é assim.
LUIZ – Isso mesmo. Entrar na nossa área tem seu preço.
ROBERTO – O que você tem ai, mocinha?
 
Quando Simone abre o vidro Fernando fica boquiaberto e deixa seu capus cair.
 
SIMONE – Você?

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